Projeto da FAPE-DF e Sebrae visa expandir o mercado de frutas no DF

Publicado em 03 de dezembro de 2018

Com o objetivo de oferecer apoio a cadeia produtiva da fruticultura, agregar valor ao setor e aumentar a produtividade e rentabilidade da atividade na região, a Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE-DF) em parceria com o Sebrae-DF, promove o projeto “Valorizando o Agro – Oportunidades na Fruticultura do DF”. O primeiro encontro para debater o tema, aconteceu na manhã do dia 28 de novembro, no auditório da Federação.

Durante o Seminário, sete painéis foram apresentados por especialistas e produtores da região, que puderam compartilhar suas experiências e falar sobre as oportunidades e desafios no ramo da citricultura e vitivinicultura local.

Na abertura do evento, o presidente da FAPE/DF, Fernando Ribeiro, frisou que o DF em matéria de mercado é um grande consumidor de frutas. “Nós temos a maior renda per capita do país e já somos reconhecidos como um grande polo na área do morango e da goiaba e espero que daqui a alguns anos sejamos um polo na produção de uva e vinhos”, declarou.

O Sebrae realizou estudos de viabilidade e identificou a potencialidade da região para a fruticultura, como clima e solo favoráveis. Em 2017, a pesquisa mostrou que o consumo local de frutas foi de 45%, comparado aos outros alimentos. “Existe uma grande oportunidade para a fruticultura deslanchar no Distrito Federal, creio que organização e cooperação seja o caminho para o segmento vencer os desafios citados nesse encontro”, destacou Fernando Neves, gerente de Negócios em Redes do Sebrae-DF.

Neves explanou sobre a fundação da Rede Vitivinícola Sebrae. “É um modelo de negócio que desafia o empresário a trabalhar o segmento em rede, através da construção de uma central de compras coletiva, isso vai aumentar seu network, ajudar a introduzir produtos e serviços dentro do setor e dinamizar futuras exportações”, disse.

O médico e também produtor rural, Airton Peres, trouxe informações de sua experiência com a citricultura orgânica em sistema agroflorestal. “A proposta da Fazenda Amigos do Cerrado é integrar a produção de tangerina, limão, manga, banana e mandioca com o reequilíbrio da natureza”, destacou.

O cultivo de uvas de mesa ou para fabricação de sucos e vinhos é um campo frutífero em expansão no Planalto Central. A produtora rural Adma Machado, conta que em 2005 começou a plantar as primeiras mudas de uva Isabel com a finalidade de produzir sucos. “Começamos com a uva Isabel, que é uma delícia e dá um suco maravilhoso”. Sem conhecimento técnico e de mercado, a produtora procurou orientação dos técnicos da Emater e do SENAR-DF, foi quando ela soube que produzir uva niágara seria mais rentável e mais fácil de comercializar. “Enfim, tivemos que tirar a uva Isabel e modificar para a niágara, mas ainda deixei 200 videiras da Isabel para consumo próprio e para mostrar aos visitantes da Chácara Concórdia”.

Hoje, Adma produz também uva Vitória, que é sem sementes, e depois de participar em 2017, da capacitação “Negócio Certo Rural” do SENAR-DF, ela começou a pesquisar e se planejar para a produção de abacate. “Ainda não vivi a experiência de colher o fruto, mas pelo que pude perceber o manejo do abacate é mais simples e mais barato, além de ter um comércio grande na região e ser fácil de vender”, afirma.  De acordo com a Ceasa-DF, a uva de mesa representa 22% no volume da comercialização frutífera.

Já o produtor Ronaldo Triacca, investiu recentemente na produção de vinhedo e espera daqui três anos, dar início ao processo de vinificação. Junto a um grupo de produtores, ele idealiza a criação de uma cooperativa, pioneira aqui no DF, no ramo de produção de vinhos finos.

Fonte: Ascom FAPE/DF